Assim é a rotina de Lucas Marques Menezes, de 18 anos. Motoboy há seis meses, o estudante garante que, apesar da vida estressante, gosta da correria do dia-a-dia. “Trabalho andando de moto, que é uma das coisas que mais gosto de fazer. O chato é ter que enfrentar as filas dos bancos e o duplo expediente”.
Ex-funcionário de uma cooperativa em São Vicente, o estudante está acostumado com o risco que corre diariamente e a falta de segurança no meio em que trabalha. “Riscos sempre há, em qualquer lugar, mas estou acostumado.Já sofri dois acidentes de moto e sei que pode acontecer com qualquer um. O triste é não que não podemos contar com assistência médica nesses casos, por isso procuro tomar o máximo de cuidado possível. Sempre que saio de casa, minha mãe pede para que eu tenha mais cuidado, porque, além dos acidentes que já sofri, meu pai faleceu depois de um acidente de moto”.
O valor das corridas varia de acordo com que o cliente pede. Se é um pagamento no banco, sai por R$ 7,00; se o motoboy fica preso no banco, são mas R$ 5,00 para cada 30 minutos. O preço é alto porque o motoboy ganha em cima das corridas. “Recebo um salário mínimo, mas o que me ajuda são as caixinhas”, disse Menezes.
“Ninguém deseja um emprego desses para o resto da vida. Mas enquanto não arrumo nada melhor, continuo nessa correria diária, porque preciso ajudar minha mãe e meu irmão que não mora na cidade”.
